Lubrificaçao Industrial

domingo, 12 de dezembro de 2010

VAZAMENTO DE OLEO, CUSTOS, CONSUMO

MITO: Pequenos vazamentos de óleo não representam altos custos com lubrificantes.

Se você  esta repondo freqüentemente em seus equipamentos pequenas quantidades de óleo e acha que isso não irá impactar nos seus custos de manutenção e no meio ambiente, veja o que cada intensidadade de vazamento representa ao final de um ano. Formas de vazamento:
          
  • Se 1 gota de óleo vaza a cada 10 segundos, ao final de um ano seu equipamento terá consumido 95 litros de óleo;

  • Se 1 gota de óleo vaza a cada 05 segundos, ao final de um ano seu equipamento terá consumido 190 litros de óleo;

  • Se 1 gota de óleo vaza a cada  01 segundo , ao final de um ano seu equipamento terá consumido 950 litros de óleo;

  • Se 3 gotas de óleo vazam a cada 01 segundo, ao final de um ano seu equipamento terá consumido 2.800 litros de óleo;

  • Se seu equipamento vaza em forma de escorrimento no final de um ano você terá gasto incríveis 19.000 litros de óleo.


  • Quantos e quais equipamentos vazam em sua planta ?
    Pense nisso! O caixa de sua empresa e a natureza agradecem.

    O primeiro item que ocorre ao se calcular o custo do vazamento de óleo, é o custo do óleo propriamente dito. Entretanto, há outros custos, alguns óbvios, outros escondidos.
    Um dos custos é o da mão de obra: alguém tem ir ao almoxarifado, pegar o óleo, levá-lo à máquina e abastecer a mesma. Enquanto isso, não faz outras coisas mais produtivas. Exagerando, podemos chegar a ponto de precisar um homem apenas para a tarefa de corrigir a falta de óleo nas máquinas por vazamento (várias maquinas). Outro é o custo da aquisição do óleo: fazer pedido, receber o produto, controlar a qualidade do mesmo, estocar, etc. Maior consumo também resulta em maiores estoques: mais capital empatado. E a parada forçada da máquina por falta óleo ou a falta de óleo que causou uma avaria?
    Não devemos esquecer o pó  de serragem e os panos necessários para recolher o óleo desperdiçado. Estes materiais de limpeza devem ser descartados de maneira ambiental e legalmente correta. Isso tem um custo.
    O vazamento aumenta o contato do ser humano com o óleo, podendo resultar em questão de saúde e segurança. Saúde: dermatites e questões trabalhistas, por exemplo. Segurança: piso escorregadio, quedas, lesões, afastamento do serviço, por exemplo.
    O óleo que vaza quase sempre, pelo menos parcialmente, entra no solo. Sob condições favoráveis, pode atingir o lençol freático e contaminar a água utilizada no abastecimento. Nesse caso o custo da remediação pode ser enorme e levar a indústria à falência e os donos a sanções penais. Em casos menos graves, ocorre apenas a contaminação do solo imediato. Porém algum dia este material terá que ser removido e submetido a custosos tratamentos corretivos (custo direto para a indústria poluidora em operação ou um valor subtraído do valor no caso da venda da indústria).
    Qual é uma das definições de engenharia: É a aplicação de princípios científicos a finalidades práticas, tais como o projeto, construção e operação de estruturas, equipamentos e sistemas eficientes e econômicos.
    No nosso caso presente, a ênfase está na palavra economia. O engenheiro ou técnico não se deve concentrar apenas nos aspectos técnicos. Também é responsável pelo aspecto econômico da área a ele subordinada. Todos conhecemos a situação em que a máquina não pode parar para fazer corrigir os vazamentos. Porque então insistir num óleo com alta resistência à oxidação, quando o mesmo permanece na máquina apenas por alguns dias ou algumas semanas? Um óleo menos nobre e mais barato fará o serviço.

    Cabe ao técnico encarregado da lubrificação analisar a conveniência ou não de utilizar um lubrificante diferente e mais econômico. Em tempo: é bom que ele se lembrar de voltar ao óleo original depois de eliminar os vazamentos. Portanto, o vazamento de óleo não envolve apenas o custo do óleo. Geralmente custa muito mais. Cabe ao profissional da área de lubrificação tomar medidas necessárias.


    Consumo de lubrificante

    O consumo de lubrificante é composto de vários fatores e, de modo geral, é inevitável. Em sistemas de lubrificação, o lubrificante contamina-se, tem suas propriedades necessárias esgotadas, exigindo a sua troca e, no caso de operações de corte de metais, há perdas inevitáveis por arraste. Mesmo com eficientes programas de reciclagem de lubrificantes, o volume de lubrificante a ser comprado é sempre superior ao volume reciclado. Uma outra área de consumo inevitável encontra-se nos sistemas de lubrificação por perda total. O consumo de óleo em ml/hora, nesse caso, pode ser calculado a partir de informações documentadas. Assim pode ser dimensionado o consumo teórico e comparado com o consumo real. O consumo real, via de regra, é superior e, além de resultar em maiores custos da lubrificação, pode contribuir para a poluição ambiental. Baseado nas informações sobre o consumo calculado pode-se citar um exemplo de um mancal de rolamento com 40 mm de diâmetro por 22 mm de largura necessita de 40 x 22 x 0,003 = 2,64 ml/hora.

    Vazamentos de lubrificante

    Uma fonte grande para consumo de lubrificantes e potencial causa de poluição ambiental são vazamentos externos de lubrificantes e produtos afins. Nenhum programa de redução de custo da lubrificação pode deixar este aspecto de lado. A exigência do CONAMA de manter registros sobre compra, utilização e alienação do óleo usado deixará grandes lacunas entre a comprovação dos volumes comprados e os alienados puramente pelos vazamentos. A não comprovação de um volume maior pode atrair sobre a indústria suspeitas custosas e difíceis de serem desfeitas quando há contaminação do lençol freático na região. Por exemplo, o custo anual de um vazamento de 1 gota a cada 5 segundos, resulta numa perda anual de 190 litros, ao custo de R$ 5,00 x 190 litros = R$ 950,00. Como numa indústria usualmente há mais de um vazamento de óleo, um programa “caça-vazamento” pode resultar em economias apreciáveis, talvez até superiores ao custo da mão de obra empregada na lubrificação.

    “Consumos” escondidos de lubrificantes

    • Vazamentos controláveis
    • Controle inadequado de reposições e descarte prematuro de fluidos
    • Derrames
    • Mistura desnecessária de dois ou mais fluidos, por exemplo óleos integrais e solúveis
    • Mistura de materiais que poderiam ser segregados na fonte e na coleta, e na instalação de tratamento.
    • Treinamento inadequado do pessoal
    • Controle inadequado de equipamentos de conservação de lubrificantes tais como centrífugas, filtros, tanques de sedimentação
    • Falta de coordenação e intercâmbio de informações entre departamentos
    • Trocas incentivadas pelo fornecedor de lubrificantes
    • Desvios
    • Produto inadequado para o serviço
    • Alegações do tipo “Sempre foi trocado neste período” e “Aquele óleo não presta” – qual é a prova?
    Medidas para racionalizar o consumo de lubrificantes podem requerer estudos mais intensos e provavelmente investimento. Incluem:
    • Estudo de cada fluido, necessidade na operação e sua relação ao efeito sobre o sistema total.
    • Utilização de centrífugas, tanques de sedimentação e filtros, e outros equipamentos para máquinas individuais e sistemas centralizados.
    • Segregação dos materiais na fonte.
    • Troca de óleos e fluidos para melhor compatibilidade de sistema.
    • Utilização de óleos de dupla finalidade, por exemplo, corte e hidráulico.
    • Separação de fluidos com alto teor de óleo e alto teor de água na área de produção e na instalação de tratamento / coleta de óleo.
    • Instalação de unidades internas para regeneração tanto para re-utilização primária como secundária.
    Sistemas de conservação de óleo e gerenciamento de regeneração devem ter o apoio da alta administração, cooperação em todos os níveis operacionais, coordenação das atividades de todos envolvidos: engenharia, produção, compras, instalação de energia elétrica, de água e descarte e manutenção.
    Administrar o consumo correto de lubrificantes requer profissionais treinados adequadamente. Os resultados finais aparecem sob a forma de redução do custo da lubrificação, eliminação de poluição ambiental e a certeza do cumprimento de toda a legislação aplicável, tal como a Lei dos Crimes Ambientais, n° 9.605.


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